Lançado em 1986, “Eu sei que vou te amar” é um filme nacional, escrito e dirigido por Arnaldo Jabor. Sua classificação é “cult”, pois não tem a estrutura de um blockbuster, ou seja, de um filme comercial, mas nem por isso deixa de ser um filme interessante para se ver no final de semana.
A sinopse do filme diz que “um jovem casal resolve viver em duas horas um jogo da verdade sobre tudo o que já lhes aconteceu, numa psicanálise filmada”. Para mim, o filme nada mais é do que a possibilidade de assistir – como se estivesse observando a vida alheia pela janela do meu quarto, tipo big brother, sabe? – um casal discutindo o relacionamento.
Dito assim, parece ser uma coisa extremamente chata, se não fosse pelo simples fato de que, nessa discussão, as mais diversas e cotidianas situações podem ser presenciadas. É isto que o torna interessante, pois permite a cada um se encontrar nos personagens, exatamente como somos.
Não é um filme com ação, pois é diálogo do início ao fim, sem parar, mas com cenas de romance, comédia, drama. É um filme bom para se assistir com calma, sem sono, e de preferência com o nosso par romântico ao lado, apesar de que há relatos de casais que acabam brigando enquanto assistem ao filme. Sabe-se lá o porquê…
Quem não quiser assistir ao filme, pode comprar o livro “Eu sei que vou te amar“, uma versão romanceada deste filme, e que é “um diálogo de amor, com todas as artimanhas, os medos e a paixão com que hoje identificamos as DRs” – segundo Jabor, “infinitas, mas no fundo, iguais”.





