Os hormônios do prazer

Os hormônios do prazer

Testosterona, estrógeno, ocitocina, vasopressina. Dê atenção a esses hormônios! Eles despertam o apetite sexual, definem as características físicas femininas e masculinas e estimulam a ligação entre os parceiros.

A testosterona ajuda a despertar a atração, a motivação e o interesse sexual entre parceiros.

A testosterona ajuda a despertar a atração, a motivação e o interesse sexual entre parceiros.

Sabe quando dizem que, para a relação funcionar, o casal precisa ter “química”? A expressão popular é uma grande verdade. Embora as sensações de prazer, de atração e de vínculo afetivo sejam em boa parte regidas pela mente, se a sua química estiver desequilibrada, o relacionamento corre risco de desandar.

A dopamina e noradrenalina são neurotransmissores relacionados à busca do prazer e recompensa, ao momento do apetite e do ato sexual.

A dopamina e noradrenalina são neurotransmissores relacionados à busca do prazer e recompensa, ao momento do apetite e do ato sexual.

Por química, ou melhor dizendo, bioquímica, entenda-se a dança que os hormônios e neurotransmissores realizam no corpo de homens e mulheres. Saber quais são eles e como agem é importante para aproveitar melhor cada momento do relacionamento. Vale também para identificar eventuais dificuldades pelas quais você ou seu companheiro esteja passando e abrir-se para um diálogo que poderá melhorar a vida sexual de ambos. ” O prazer humano é uma experiência muito subjetiva e ocorre por meio da combinação de vários elementos, como os hormônios, a estrutura neurológica do cérebro, os valores e as crenças de cada indivíduo”, comenta o psicólogo Waldemar Magaldi.

A serotonina auxilia no controle dos impulsos sexuais.

A serotonina auxilia no controle dos impulsos sexuais.

É por isso que uma situação de prazer e alegria para uma determinada pessoa pode gerar medo ou sofrimento em outra, “Somos uma espécie de processadores: transformamos os afetos em emoções, e cada emoção, por sua vez, desencandeia uma bioquímica específica com hormônios e neurotransmissores específicos”, explica o psicólogo.

A ocitocina e a vasopressina estimulam a ligação ente os parceiros e a necessidade que um tem do outro.

A ocitocina e a vasopressina estimulam a ligação ente os parceiros e a necessidade que um tem do outro.

A CIÊNCIA A FAVOR DO PRAZER

No mundo todo, investe-se continuamente na pesquisa e no desenvolvimento de drogas que auxiliem as pessoas na busca pelo prazer. Hoje já se estuda a administração de terapia de reposição hormonal para mulheres na perimenopausa (período que antecede a menopausa) e na menopausa, com o objetivo de, não apenas proteger a massa óssea, mas também de proporcionar a elas mais lubrificação  prazer.

Disturbios no balanço hormonal podem levar a pessoa a procurar outras vias de prazer, como o consumo maior de doces.

Disturbios no balanço hormonal podem levar a pessoa a procurar outras vias de prazer, como o consumo maior de doces.

Para os homens, o princípio ativo vardenafila é específico para a disfunção erétil e de rápida ação. ” Admite-se ministrar doses de testosterona, inclusive por meios de adesivos transdémicos em homens que estejam com dosagem baixa do hormônio com o objetivo de aumentar a libido. Estuda-se ainda receitar testosterona para mulheres, em quantidades bem controladas para não haver efeitos masculinizantes, para elevar o desejo sexual”, afirma o endocrinologista Márcio Mancini.

A obesidade e síndrome metabólica também afetam o prazer e o desempenho sexual.

Segundo psicólogo, após a menopausa o prazer da mulher pode ser até melhor.

Segundo psicólogo, após a menopausa o prazer da mulher pode ser até melhor.

Em homens e mulheres, também dificultam que o óxido nítrico chegue à periferia dos genitais, interferindo na preparação para o ato sexual e liberação de testosterona. Vida sedentária, dieta desbalanceada e hipercalórica, fumo, abuso do consumo de álcool e stress são fatores que podem provocar a síndrome metabólica.

No entanto, não se deve atribuir toda a responsabilidade do prazer aos hormônios. Os especialistas aconselham a diagnosticar e a tratar problemas físicos e psicológicos.  Há também muitos fatores culturais envolvidos nos distúrbios sexuais. Por mais que a sociedade esteja se liberalizando, a mulher ainda sofre preconceito pois o homem é mais motivado para a atividade sexual. Felizmente, os paradigmas estão sendo quebrados e as mulheres estão, finalmente, dando seu grito de liberdade… em todos os sentidos.

Fonte: Revista Cláudia, ed. nº555

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